Da Série Teatro em Língua Portuguesa:
Poesia ou Dinheiro? de Camilo Castelo Branco, com prefácio da Profa. Dra. Flavia Maria Corradin (FFLCH-USP)
Visite a Livraria da Editora Todas as Musas:
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"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final... No meio você põe ideias" (Pablo Neruda)
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Para degustar: poemas de Edson Bueno de Camargo
preto (Edson Bueno de Camargo, poeta do Grupo Taba de Corumbé)
ônix
absorve a não refração
nega ao olho
o espetro
turmalina
carvão
filhos e filhas da terra
seu sangue mineral
a correr candente
de outra cor negada
basalto
asfalto
betume a aflorar no deserto
em Mar Morto
tudo pedra
tudo pó
todos nós
Lilith (Edson Bueno de Camargo, poeta do Grupo Taba de Corumbé)
entre a escolha
entre a mulher virtuosa
e a que caminha sinuosa
embora cindido
eu prefiro a que tenha asas
que me beije como um anjo
e escolha a posição que quiser
cascos negros (Edson Bueno de Camargo, poeta do Grupo Taba de Corumbé)
o céu se pinta
aquarela medonha
sob este piso que se move
homens trágicos
esperam por sua sentença
este céu é cavalo de cascos negros
cavalga trôpego precipícios
olhos de opala em fogo
todas as cores do arco-íris
:
mas agora
nada se vê
tudo é obscuro véu
Babel (Edson Bueno de Camargo, poeta do Grupo Taba de Corumbé)
a linguagem
se veste impossível
à medida
que cada um
tem própria língua
Babel ainda se faz todos os dias
uma torre se erige
de dentes e sangue
cingida dos ossos negros da palavra
medra
sobre a superfície branca
óleo
o olho caminha pelos ladrilhos
procuro o espelho
onde não está mais
(mais uma vez
traído pela memória)
a casa antiga
insiste em
esconder-se nas paredes da nova
como se seus escombros enterrados
mantivessem-se vivos
(a custa de parcas lembranças)
as sombras macias do tempo
de seus fantasmas com cheiro
de sal
(um mar no interior de cada aquário)
enganam-se todos
que acreditam em memórias pétreas
estas traíram a palavra
e a palavra é tudo que nos resta
esta língua inchada de versos apodrecidos
que tem de serem extirpados com regularidade
a calva branca das letras
ósseas nadadeiras de celacantos
esquecidos de serem extintos
as noites mal dormidas de pesadelos
e esta palavra que brota do chão
como óleo negro
a alma da casa nova
às vezes se adoece da sepultada
mantra (Edson Bueno de Camargo, poeta do Grupo Taba de Corumbé)
quando
trouxeram o corpo
da mãe
envolta em algas apodrecidas
enrolaram seus cabelos com as mãos
e fizeram do sangue que escorria
e do pranto
a mortalha
porque o caís à noite
é visto como uma muralha instransponível
e os titãs de chapas de aço enferrujados
fazem da estrutura pouso
são luzes irreais
e mal iluminam a faina
de mãos e bocas estrangeiras
moídas e feitas carga
e corre o cheiro baço
e o perfume inconveniente
das vaginas das moças prostitutas
dedicadas e tensas
no aguarde de sua vez de trabalhar
no descanso do sêmen derramado
e os pederastas exilados
sempre voltam de mãos vazias
mas suas mães os esperam
(descer à terra é um parto que se repete)
e as pedras que se derramaram no mar
dormem profundos sonos
sob às águas barrentas
e o sumo dos navios atracados
e cada peixe que sobrevive no canal
é uma sepultura que nada
em seus estômagos jazem
tantos marinheiros devorados nas profundezas
e agora este luto infinito
que se entende como corda no horizonte
e em seu canto de corais engastados às âncoras
o mar rebenta como um mantra
os anjos e os santos (Edson Bueno de Camargo, poeta do Grupo Taba de Corumbé)
os vidros
bebem os reflexos do dia
lento
a luz se extingue
ai os anjos e
os santos espreitam
nas encruzilhadas
observam atônitos
o medo disforme dos esquecidos
a boca escancarada e sem som
o prédio é música diatônica
o canto da grama crescendo
a primavera está por todos os lados
flores urbanas enfrentam a morte
lacônico
o Sol não responde
as perguntas tortas desta tarde
e a figueira descansa seu sono dos dias
o cromo das costas dos dedos
as romãs foram esquecidas
o velho se repete no novo
de forma indefinida e definitiva
(na memória tudo mente)
Gostou? Então escreva para o poeta. Seus links e seu email estão nesse blog.
Poeta do Grupo Taba de Corumbé
Edson Bueno de Camargo nasceu em Santo André - SP, em 24 de julho de 1962, mora em Mauá – SP.
Publicou: “cabalísticos” Coleção Orpheu –Editora Multifoco – Rio de Janeiro – 2010,; “De Lembranças & Fórmulas Mágicas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2007; ”O Mapa do Abismo e Outros Poemas” Edições Tigre Azul/ FAC Mauá -2006, “Poemas do Século Passado-1982-2000” edição de autor - Mauá - 2002; “Cortinas” (edição artesanal), com poesias suas e de Cecília A. Bedeschi - Mauá - 1981; foi publicado esparsamente em algumas antologias poéticas, jornais e revistas literárias, no papel e na Internet ( Em destaque: Casulo, Confraria do Vento, Babel Poética, Meio Tom, Garganta da Serpente, Germina, Zunái.)
Recebeu entre outras, as premiações: CONCURSO LITERÁRIO – SÃO BERNARDO DO CAMPO – Premiado na Categoria Poesia Nacional – 2010; 1º lugar 5° FESTIVAL SANTA LÚCIA DE CONTOS E POESIAS – FESTCOPO - Modalidade- Poesia – 2010; 1º lugar nacional - 6º CONCURSO LITERÁRIO DE SUZANO – Categoria Poesia - 2010 1º lugar nacional - 4º CONCURSO LITERÁRIO DE SUZANO – Categoria Poesia - 2008; 1º lugar do PRÊMIO OFF-FLIP DE LITERATURA – 2006 – categoria Poesia.
Participa do grupo poético/ literário Taba de Corumbê da cidade de Mauá –SP.
Edson Bueno de Camargo
Rua José Cezário Mendes, 104 Vila Noêmia – Mauá – SP – Brasil.
CEP – 09370-600
correio eletrônico: camargoeb@ig.com.br
http://inventariodn.blogspot.com/
http://www.meiotom.art.br/edsonbuenopo.htm
http://www.pensador.info/colecao/camargoeb/
Grupo Taba de Corumbé
Em Outubro de 2011 realizamos nosso Sarau juntamente com a divulgação dos resultados do VI Concurso UniABC de Poesia, e contamos com a participação especial dos poetas Aristides Theodoro, Edson Bueno de Camargo, Iracema Mendes Régis, Macário Ohana Vangelis e Moisés Amaro Dalva, do Grupo Taba de Corumbé. Destacamos aqui um texto com uma breve história do Grupo e alguns textos gentilmente cedidos pelos poetas.
O que é a Taba de Corumbê?
O Grupo Literário Taba de Corumbê, ou simplesmente, a Taba, como carinhosamente alguns o chamam é um grupo literário, mais um, entre tantos que surgem e desaparecem todos os dias deste o princípio dos tempos. O surgimento da Taba, principia em uma oficina de literatura, a Oficina Aberta da Palavra, que reunia pessoas que de uma certa forma já produziam literatura na cidade, jornalistas, escritores, artistas plásticos, remanescentes do Colégio Brasileiro de Poetas de Mauá, importante grupo de escritores, dos Trovadores de Mauá, e outros que se agregaram com o tempo e pela vontade de se expressar.
O nome do grupo veio de uma publicação em forma de fanzine: Taba de Corumbê realizada ainda na Oficina, mas já com o embrião do grupo, que surge em 2005 com o fim definitivo da Oficina Aberta da Palavra. Taba pela reunião de pessoas, a aldeia, por extensão a cidade: a partir do qual, os guerreiros da Taba, como os mais jovens se auto referenciam. Corumbê é o nome de um córrego que atravessa de ponta a ponta um dos bairros mais populosos da cidade: o jardim Zaira, primeiro como uma justa homenagem aos seus moradores, e depois por uma questão de sincronicidade, porque descobrimos posteriormente que corumbê, é a corruptela de Karumbê, que significa tartaruga em língua franca, ou nhegatu. A Taba de Corumbê, é a Casa da Tartaruga, ou casa da sabedoria, segundo as lendas guaranis que colocam a tartaruga como o animal sábio, depositário do conhecimento.
Com o tempo fomos incorporando motivos os mais variados, um dos quais é a maneira como os nossos vizinhos das outras cidades do ABC nos chamavam, com o objetivo pejorativo, de índios. Pois índios passamos a ser, índios respeitam a natureza, comem só comida natural, estão preservados em sua cultura, são os verdadeiramente brasileiros. Somos os índios em nosso habitat natural que é a literatura, e em sua expressão mais nobre, a poesia.
O grupo tem organizado oficinas de criação literária, saraus e recitais de poesia, abertos à todos em locais públicos e escolas.
http://tabadecorumbe.blogspot.com/
http://saraudataba.blogspot.com/
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
1º. Lugar
Protocolo
Somos detentores da abundância de informação,
Temos tudo o que é dos outros.
Somos um pouco de cada outro.
Ninguém tira de nós o que temos de mais precioso.
Pois estamos mordendo tudo o que precisamos:
O cabresto digital.
Nunca descumprimos as regras,
O protocolo nos é vital.
O protocolo nos é vital.
O protocolo nos é vital.
Questionamos apenas o questionável.
O conhecimento não nos importa.
Incomodamo-nos apenas com o excêntrico:
Antena de ovelha,
Cabelo de abelha,
Pendrive de madeira,
Novidade verdadeira.
IP
HTTP,
TCP/IP,
RTP
ID
Permanentemente de boca escancarada,
Nossas faces são revoltas,
Nossos faces são ilhotas.
Comunicamo-nos:
Blue, Wi ou USB.
E-paper, e-dream ou e-reality.
Nosso rosto, tela plana,
Nosso olho é web cam que vê atores,
Nosso peito, não tem gana,
Nossa vida é RAM que esquece os seus amores.
Somos, na verdade, a letra Z.
Temos o mundo na ponta de nossos dedos,
Mas morreremos sem nunca tocar a nossa alma.
O protocolo nos é vital.
O protocolo nos é vital.
O protocolo nos é vital.
Gustavo Schiavinatto
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
2º. Lugar
O TEMPO
O futuro ainda ausente;
O passado da memória;
O milagre do presente;
Sou o tempo que devora.
Tempo mítico, elfo alado;
Navegar? Não me atrevo;
Voz divina, incontestável;
Cria verdade, castigo e medo.
Tempo leve, vôo lento;
Vento soa, surge a aurora;
Vou trilhando este momento;
Som ecoa, ainda é hora.
Colorido, o vento vai;
Com o balanço da criança;
Brinca, gira, cria, cai;
Puro tempo que encanta.
Tempo cíclico, canto e planto;
Pesco o peixe, com destreza;
Colho milho, festa ao Santo;
Vivo ao ritmo da natureza.
Corre tempo, tempo escasso;
Na loucura, vou sedento;
Contra o vento, aperto o passo;
Deixo a vida, ao relento.
Do ponteiro controlado;
Vento farto de censura;
Sopra o hoje embriagado;
Tempo escasso de ternura.
Tempo ausente, no universo;
Sem relógio a controlar;
Liberdade, arte e verso;
Ainda é tempo de sonhar!
O futuro ainda ausente;
O passado da memória;
O milagre do presente;
Sou o tempo que devora.
Tempo mítico, elfo alado;
Navegar? Não me atrevo;
Voz divina, incontestável;
Cria verdade, castigo e medo.
Tempo leve, vôo lento;
Vento soa, surge a aurora;
Vou trilhando este momento;
Som ecoa, ainda é hora.
Colorido, o vento vai;
Com o balanço da criança;
Brinca, gira, cria, cai;
Puro tempo que encanta.
Tempo cíclico, canto e planto;
Pesco o peixe, com destreza;
Colho milho, festa ao Santo;
Vivo ao ritmo da natureza.
Corre tempo, tempo escasso;
Na loucura, vou sedento;
Contra o vento, aperto o passo;
Deixo a vida, ao relento.
Do ponteiro controlado;
Vento farto de censura;
Sopra o hoje embriagado;
Tempo escasso de ternura.
Tempo ausente, no universo;
Sem relógio a controlar;
Liberdade, arte e verso;
Ainda é tempo de sonhar!
Bruna Calderon
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
3º. Lugar
IDENTIDADE
Quem sou eu? Não sei...
Só sei quem fui e não
Quem sou.
Da vida, já vivi a metade
E de tantas eu já fiz parte
Vidas abundantes, coloridas,
De águas límpidas
Vidas renascidas e sobrevividas
Das secas escaldantes
Que secam e esculpem
Em meio a um deserto gigante
O tédio, o delírio, a luta, a busca.
Busca de quê? Buscar o quê?
Reconhecimento? Agradecimento?
Respeito? Amor, carinho, afago?
De quem?
Não há ninguém...
Nem sombras de quem fui
Nem de quem sou
E nem de ninguém.
Até quando indagarei
Quem sou eu? Quem sabe,
Se nem eu sei quem sou.
Às vezes... sei quem fui.
Será?
Sim!!!
Sinto restar-me algo de quem fui
Sinto o reflexo de simples sombras
Delineando um passado emocionalmente entediante
Revelando quem eu fui... talvez...
Já fui Helenas, Vitórias,
Julianas, certamente!!!
Só não fui Luizas nem Capitus.
Que pena!!!
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
4º. lugar
Título: Algo entre os sorrisos
Escrevi e reescrevi muitas vezes
Não vai ser fácil falar de você
E podia ficar assim por meses
A escolher palavras pra te descrever
Ninguém cabe em estrofes ou versos
Ainda mais você, de ideias autênticas
Acho que é mais fácil falar de todo universo
Do que te fazer caber em frases sintéticas
Tem a facilidade de me fazer ficar parado
Com uma palavra, um olhar ou um gesto
Pois cada traço seu é tão perfeito, tão sonhado
que na minha insignificância sei: não posso
Sua beleza não é moldurada, é moldura
De um sorriso que vai pra além do bonito
Pra uma mulher que é quase uma cura
Pra um coração cansando e faminto
Mas a verdade é que há algo entre os sorrisos
Algo que não se pode entender ou explicar
Alguma coisa que torna seu rosto mais lindo
E também impossível não se apaixonar
Beto de Souza
Site: http://www.prascucuias.com.br
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
6º. lugar
Minha poesia!
Gostaria de criar uma poesia
Tão linda quanto às pinturas de Da Vinci
Que rodopiasse tanto quanto a valsa do lago dos cisnes,
Mas não sou nenhum Camões ou Vinicius com seus amados sonetos
Ou muito menos um dos heterônimos de Fernando Pessoa
Não tenho a métrica correta dos parnasianos
Nem tão pouco sou misterioso quanto os simbolistas
Não canto tão bem sobre a morte como Cecília Meireles
Não saberia falar de um louco como Miguel de Cervantes!
Gostaria que ela fosse eterna igual ao retrato de Dorian Gray
Que ficasse no subconsciente, iguais aos refrãos de musicas populares
Que não fosse utópico e sim metafísico,
Mas não sei amar como Platão
Tão pouco sou tão filosofo quanto Friedrich Nietzsche
Não faço auto-ajuda nem sou espiritista como Paulo Coelho
Não sou ótimo romancista como Machado de Assis
Não sei se sou ou não sou, há se Shakespeare pudesse me ajudar
Não sinto falta da corrente como Carlos Drummond de Andrade,
Mas sinto a necessidade de escrever, e não irei me conter
Mesmo que minha poesia não for tão lida quanto é assistida A noviça rebelde,
Mesmo não sendo tão criticada quanto é Augusto dos Anjos em Versos Íntimos
Mesmo sendo apenas, a minha poesia!
Gideão Cardoso da Costa
http://gritandopoesia.blogspot.com/
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
8º. lugar
Dançando na Chuva
Preciso confessar: minha vida mudou!
Sim, ela mudou depois que eu te vi pela primeira vez.
Aquela noite você estava linda, deslumbrante...
Dançando na chuva.
Não sei se você me viu (acredito que sim)
Mas o que importa é que eu te vi
Aquela noite...
Dançando na chuva.
Parei meu carro só para ficar te olhando
E não me arrependo de ter descido
Para ficar me molhando e ver você
Dançando na chuva.
Poxa, que sorriso, que olhar aquele seu...
Não sei, mas acho que me apaixonei.
Foi maluco, mas só aconteceu porque te vi
Dançando na chuva.
Sim! Dançando na chuva.
É assim que te vejo sempre.
Pego o meu carro e vou te contemplar...
Dançando na chuva.
Rodolfo Morais de Andrade
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
9º. lugar
Arquitetura em mim
Arcos, curvas e retas
Resumem com perfeição
Quão importante é a profissão
Universo afora ensinada por metas
Inteligente também
Todos que vão mais além
Escavando nos confins da Escritura
Tudo que contempla a arquitetura
Um espaço sem vida e
Rincões confinados
A arquitetura enriquece
E com maestria, esplandece
Muitos tentaram mudar,
Mudar não é para muitos
Inocente é o homem em tentar
Mudar o que está a arquitetar
Douglas Lima Lucas
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
Menção Honrosa
Olhar Patriota
Terra Grandiosa
Terra muito formosa
É um grande centeio
De personagem a conquistar
É um país de tantos estados
Estados todos a se ajuntar
Com braços fortes vem a trabalhar
Mãos suaves que vem a completar
Um mercado com múltiplos meios
Com valores, sem nenhum canteios
Muitos chão, são elevados no mar
Deixando no ar, muitos a estar
És grande o seu devaneio
Que poucos conseguem enxergar
Tem águas em seu rodeio
Onde todos podem se banhar
Seu tesouro é do mundo inteiro
Nem a pátria consegue localizar
Destrói-se com interesse sem proveio
Sem ao menos se preocupar
Seu passado com história no centro
Marcou as vidas do povo no tempo
Sãos rostos que falam de suas cores
São famílias de vários teores
Tens refluxos que se devem acabar
Marcando os rostos de quem quer falar
Falecendo as escritas que estão a selar
Para que a história possa se completar
Com discípulo em todas as ilusões
Deixando os povos sem reflexões
Conformando-os com informações
Por dirigentes de expectações
Mercadores de olhos brilhantes
São senhores da hora do instante
Esses que vivem no altar
São responsáveis por aqueles que querem chegar
São meninos que se acham atores
Meninas que se levam sem amores
Com estrelas em todos olhares
Que alegram nossos momentos de mares
Mergulham-se os patos no lago a afundar
Sem preocupar -se com os marrecos que tornam a votar
Seus caminhos entornam -se no ar
Dissipando os que querem marchar
É o Brasil o nosso seio
Temos que falar do seu preio
Reforçando os nossos inícios
Para chegar ao grande infinito
Milhares são os nossos corações
Para entoar nossas novas canções
Para enxergar as dissimulações
Temos que refletir nas nossas ações
Com alimento que a todos saceiam
Variedades repartidas nos anseios
Um corpo formado em teceio
De sentimento de alcançar o céu como passeio
São verdades que revelei
Por palavras que cantei
Em seu nome eu falei
Por apenas aquilo que sei
BRASIL!!!!!!!!!
Marlene Silva Marioti
Poema premiado no VI Concurso UniABC de Poesia
Menção Honrosa
Pai
Obrigado pai por ter me ensinado a sorrir, por olhar todos meus passos e me dirigir, sem você não sei o que seria, se saberia amar a vida a cada novo dia, hoje eu sei o valor de tudo, que pra alcançar o sonho, tem que enfrentar o mundo, que pra valer a pena, tem que saber sentir, e respeitar os outros te faz evoluir, hoje eu sei que amor é assim, é igual pra você, és perfeito pra mim, é mais do que a própria paz do seu pensamento, é saber que a melhor certeza e viver o momento, de certo te amo pai, te desejo o melhor que a vida noz traz.
Me desculpe pai, pelos erros que te causei, por momentos errados que não te respeitei, me desculpe pai, te peço perdão, você sempre me levantou e me deu a mão, eu sei do seu esforço, entendo sua vida, o seu sangue é meu sangue, seus passos meu guia, só quero que saiba e agora sorria, fazer você sorrir é a minha alegria.
Obrigado pai por ter ficado ao meu lado, por ter mostrado o caminho do que é certo e errado, suas palavras formaram meu censo, hoje é tudo que eu tenho, é tudo que eu penso.
Rafael Fidêncio dos Santos
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